segunda-feira, 18 de junho de 2012

Claro Lança Biblioteca Virtual


Claro lança biblioteca virtual
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A Claro lançou oficialmente o serviço de biblioteca virtual que permite aos clientes ler até três livros por semana ao custo de R$ 3,99.


Há, por enquanto, 1.500 títulos subdivididos em 11 categorias: artes, autoajuda, biografia, direito, literatura brasileira, medicina e saúde, infantojuvenil, religião, filosofia, obras gerais e ciências sociais.
  
“Em uma pesquisa realizada com usuários de smartphone, foi identificado que 57% dos usuários utilizam o aparelho para leitura e o lançamento desse serviço vem atender esse público”, disse Fiamma Zarife, diretora de serviço de valor agregado da operadora, segundo um comunicado divulgado hoje.

A Xeriph é a agregadora digital que fornece os títulos. Por enquanto são dez editoras envolvidas (clique no “Leia mais” para ver todas), mas o objetivo é “aumentar bastante esse número”, segundo Duda Ernanny, diretor executivo da Xeriph. “É algo muito, muito novo para as editoras, então resolvemos iniciar com dez. Mas nosso objetivo é disponibilizar o máximo de conteúdo possível e incluir duas ou três editoras novas por mês”, diz o executivo. A Xeriph congrega hoje, no total, 200 editoras e dez mil títulos.

A assinatura do Claro Leitura custa R$ 3,99 por semana. Já a assinatura dos conteúdos literários via SMS e MMS sai por R$0,29 e R$0,50 por mensagem, informou a empresa. A Claro tem 61 milhões de clientes no país.

O aplicativo do serviço é compatível com aparelhos e tablets com sistema operacional Android. Em breve, outros sistemas operacionais também estarão disponíveis, segundo a Claro. Depois que os usuários baixam os arquivos dos livros, é possível ler mesmo sem acesso à internet.

Batizado de Claro Leitura, o serviço rivaliza com a Nuvem de Livros, do grupo Gol, que oferece acesso à sua biblioteca aos clientes da Vivo pelo preço de R$ 0,99 por semana. A diferença entre os dois é que o primeiro permite baixar arquivos e ler mesmo sem conexão com a internet, enquanto o segundo exige a conexão.

Editoras que participam do Claro Leitura:

- Zahar
- Caki
- Dracaena
- Dublinense
- Não Editora
- Outras Letras
- Grupo Oxigênio
- KBR
- Todo Livro
- Revan




A GfK Brasil apresenta nova ferramenta para o monitoramento do mercado do livro no varejo brasileiro.

A GfK apresentou o Painel de Livros do Brasil com a exposição de dados da venda de livros no varejo, as características do segmento editorial e a importância do formato digital e dos principais gêneros no País. A empresa disponibilizou, também, um comparativo entre o mercado nacional e de outros países, onde a análise já é realizada. O Brasil é o primeiro na América Latina a contar com esta analise da GfK e o 14.º no mundo. Revelando o número de 500 editoras em atividade no Brasil, eles avaliam que as 10 maiores editoras brasileiras – sem mencionar quais – representam 26% do mercado como todo.
Em sua apresentação, José Guedes, diretor-geral da GfK no Brasil, que avalia estável o mercado das editoras brasileiras comparativamente a outros países, destacou que a empresa acompanha os números de 40 mil varejistas. “Calculamos que 14 mil estão relacionados ao mundo do livro, dos quais 25% são livrarias”. Ele inclui aqui tanto as físicas como as online.

O Painel avaliará o mercado com base em relatórios de venda dos seguintes formatos de livros: impressos, e-books e audiolivros, disponibilizados no varejo.
Diogo Bettencourt, gerente de novos negócios, destacou que as informações do produto serão comercializadas de maneira customizada para cada cliente, conforme sua área de atuação. “Temos uma meta que a periodicidade das informações seja semanal, mas neste primeiro momento os dados terão disponibilidade mensalmente”, esclarece ele.

Com base no levantamento será possível identificar o tamanho e as tendências do mercado, os gêneros mais populares, o preço médio do livro e o market share das editoras, entre outros números mais pontuais.
Entre os principais números disponibilizados no lançamento do Painel do Livro – que são apresentados em três grandes divisões literárias*: ficção, não ficção e infanto-juvenil – por Claudia Bindo, executiva da empresa, referente ao período de Janeiro e Maio de 2012, temos:

- Livros de não ficção representam 61,1% do total da venda de livros no Brasil.
- Livros de ficção, 22,9 %, ficando com em segundo lugar no ranking de vendas.
- Livros infantojuvenis vêm com 16 % do total.

* Cada uma destas divisões apresenta os seguintes gêneros:


















Outro dado revela o preço médio do livro no varejo:



















Sobre a GfK --- Criado há mais de 70 anos na Alemanha, o Grupo GfK é o 4º maior na área de pesquisa de mercado do mundo. Com 115 subsidiárias, está presente em mais de 100 países, nos cinco continentes, gerando mais de 10 mil empregos diretos. No Brasil é a 4ª maior empresa de pesquisa, cobrindo os setores de pesquisas ad hoc e painel varejista de bens duráveis. Para mais informações: www.gfk.com.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Visão varejista de livros

As livrarias em geral vem tendo um crescimento abaixo da inflação e abaixo da correção de preços anual que fica em torno de 10%, desde 2010 onde venho fazendo o acompanhamento, as livrarias de pequeno porte vem tendo um crescimento pequeno e mudam suas estratégias tendo os nichos e oportunidades com fonte mantenedora. A única exceção são as redes que se concentram em shopping cuja a orientação de venda não é exclusiva em livros, essas vem tendo um mercado maior e um crescimento acima da inflação. As oportunidades com criação de outros concentradores de compras (Shoppings) estão dando as redes uma força maior para explorar a nova classe C.
Cerca de 75% dos brasileiros jamais pisaram em uma biblioteca
 
O desempregado gaúcho Rodrigo Soares tem 31 anos e nunca foi a uma biblioteca. Na tarde desta terça-feira, ele lia uma revista na porta da Biblioteca São Paulo, zona norte da cidade. "A correria acaba nos forçando a esquecer essas coisas." E Soares não está sozinho. Cerca de 75% da população brasileira jamais pisou numa biblioteca - apesar de quase o mesmo porcentual (71%) afirmar saber da existência de uma biblioteca pública em sua cidade e ter fácil acesso a ela. Vão à biblioteca frequentemente apenas 8% dos brasileiros, enquanto 17% o fazem de vez em quando. Além disso, o uso frequente desse espaço caiu de 11% para 7% entre 2007 e 2011. A maioria (55%) dos frequentadores é do sexo masculino. Os dados fazem parte da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro (IPL), o mais completo estudo sobre comportamento leitor. O Estado teve acesso com exclusividade a parte do levantamento, cuja íntegra será divulgada nesta quarta-feira em Brasília. Para a presidente do IPL, Karine Pansa, os dados colhidos pelo Ibope Inteligência mostram que o desafio, em geral, não é mais possibilitar o acesso ao equipamento, mas fazer com que as pessoas o utilizem. "O maior desafio é transformar as bibliotecas em locais agradáveis, onde as pessoas gostam de estar, com prazer. Não só para estudar."

A preocupação de Karine faz todo sentido quando se joga uma luz sobre os dados. Ao serem questionados sobre o que a biblioteca representa, 71% dos participantes responderam que o local é "para estudar". Em segundo lugar aparece "um lugar para pesquisa", seguido de "lugar para estudantes". Só 16% disseram que a biblioteca existe "para emprestar livros de literatura". "Um lugar para lazer" aparece com 12% de respostas. Perfil. A maioria das pessoas que frequentam uma biblioteca está na vida escolar - 64% dos entrevistados usam bibliotecas de escolas ou faculdades. Dados sobre a faixa etária (mais informações nesta página) mostram que, em geral, as pessoas as utilizam nessa fase e vão abandonando esse costume ao longo da vida. A gestora ambiental Andrea Marin, de 39 anos, gosta de livros e lê com frequência. Mas não vai a uma biblioteca desde que saiu dos bancos escolares. "A imagem que tenho é de que se trata de um lugar de pesquisa. E para pesquisar eu sempre recorro à internet", disse Andrea.

Enquanto folheava uma obra na Livraria Cultura do Shopping Bourbon, na Pompeia, zona oeste, diz que prefere as livrarias. Interessada em moda, ela procurava livros que pudessem ajudá-la com o assunto. "Nem pensei em procurar uma biblioteca. Nas livrarias há muita coisa, café, facilidades. E a biblioteca, onde ela está?", questiona. Dez minutos depois, passa no caixa e paga R$ 150 por dois livros. O estudante universitário Eduardo Vieira, de 23 anos, também não se lembra da última vez que foi a uma biblioteca. "Moro em Diadema e lá tem muita biblioteca. A livraria acaba mais atualizada", diz ele, que revela ler só obras cristãs. "Acho que nem tem esse tipo de livro nas bibliotecas."
Livrarias crescem 5% em 2011



O faturamento das livrarias brasileiras cresceu 5,26% para R$ 2,21 bilhões em 2011, desempenho que fica abaixo do aumento de 6,5% da inflação no período e que, portanto, representa encolhimento real de 1,24% no setor. O número também indica uma desaceleração dos negócios no ano passado em relação aos anos anteriores, que tiveram crescimentos de 9,6% (2010), 9,7% (2009) e 10,5% (2008), todos acima da inflação.

O resultado foi divulgado hoje (15) de manhã no Levantamento anual do segmento de livrarias, realizado pela Associação Nacional de Livrarias (ANL), que projeta os dados de todo o setor a partir de uma amostra de 33 empresas com um total de 333 lojas de 24 estados brasileiros – são pouco menos de 10% do total de 3.481 livrarias existentes no país.

O crescimento abaixo da inflação é atribuído principalmente à redução nos preços dos livros comercializados pelas lojas, segundo Guto Kater, vice-presidente da ANL. De acordo com dados da CBL, o preço médio do livro acumula queda real de 34% desde 2004 (o cálculo leva em conta os preços dos exemplares, independentemente do tamanho deles – não, por exemplo, o preço por página).

O fechamento de livrarias é outro fator que pesa na conta, segundo a ANL: eram 3.511 lojas em 2010, contra 3.481 em 2011, queda de pouco menos de 1%. Das existentes, 1.751 estão em capitais.
O Sudeste concentra 52,5% das lojas (1.829), seguido do Sul, com 21% (731); Nordeste, com 17% (586); Centro-Oeste, com 6,1% (215); e Norte, com 3,4% (120).

Livrarias que fazem parte da amostra:


            Arco Íris Livraria
            Casa Cultural Saber e Ler Livraria
            Cidade do Livro
            Contos e Pontos Livraria e Papelaria
            Livraria Adeptus
            Livraria Ave-Maria
            Livraria Cortez
            Livraria da Travessa              
            Livraria da Vila
            Livraria do Maneco
            Livraria e Papelaria Supercap
            Livraria Escariz Riomar
            Livraria Leitura
            Livraria Livros & Livros
            Livraria Paulinas
            Livraria Pedagógica Paulista
            Livraria Poty Livros
            Livraria Santuário
            Livraria Saraiva e Siciliano
            Livraria Smile
            Livraria Unesp
            Livraria Vozes
            Livrarias Curitiba
            Livrarias Loyola
            Livrarias Paraler
            Livrarias Vida
            Nobel de Foz do Igauçu
            Nova Livraria Leonardo da Vinci
            Paulus Livrarias
            SBB - Sociedade Bíblica do Brasil
            Unilivros Com de Livros e Art de Papelaria
            Varejão do Estudante
            Veredas Livraria

Número de lojas que representam: 333
Um quinto das livrarias tem quase 44% do setor
 
O levantamento da ANL aponta que 21,8% das livrarias têm faturamento de até R$ 1,2 milhão por ano e 43,2% faturam mais de R$ 9,6 milhões, sendo que 34,8% ficam na faixa intermediária. As redes que têm cinco lojas ou mais, e representam um quinto do total de livrarias do país, abocanham 43,75% do faturamento do setor.

No que diz respeito aos canais de venda, o estudo da ANL mostra que houve avanço no comércio eletrônico: se 48,6% tinham essa plataforma em 2010, hoje são 57,6%. “Sem dúvida, podemos afirmar que os maiores investimentos das livrarias foram feitos em seus e-commerces”, afirma Ednilson Xavier, presidente da ANL. “Nas pesquisas anteriores, os pequenos e médios livreiros não acreditavam muito nessa plataforma, hoje ela é realidade. Não ter é o mesmo que, ano atrás, era não ter um café na loja”, diz.  

Para boa parte das empresas, contudo, o comércio eletrônico ainda fatura pouco. Numa ponta, 63% das livrarias dizem que suas vendas virtuais geram até 5% do faturamento. Para 31,6%, a plataforma equivale a entre 5% e 15% dos negócios. Na outra ponta, 5,25% das lojas obtêm faturamento acima de 15% com o e-commerce.

As livrarias também estão atentas ao comércio de e-books. Cerca de 24% delas já vendem livros digitais. No grupo de quem não vende, 89% pretendem fazê-lo – 62,5% ainda neste ano e 37,5%, no ano que vem.

O acervo de e-books ainda é bem variado de loja para loja: 33% têm livros nacionais; 17% têm nacionais e importados; 17% têm nacionais e de domínio público; 16% têm importados. Apenas 17% têm as três modalidades: nacionais, importados, e de domínio público.

Veja o gráfico:

Esmeraldas - 2007

Sitio da familia localizado em Esmeraldas, em 2007 foram adquiridos vários terrenos na cidade e posteriormente a construção de uma casa simples e um amplo espaço verde.
Meus pais são apaixonados com o meio ambiente e com a atmosfera desse lugar, particularmente, não existe lugar melhor para descansar.



Caminho para o sítio em Esmeraldas.